
Lenda do Mouro de Chapéu de Aba Larga
Segundo Ataíde de Oliveira, há também, no Castelo de Silves, a lenda de um mouro encantado. Ele apareceria, com o seu amplo chapéu de aba larga, de manha, na porta norte do Castelo, desafiando as pobres lavadeiras que iam lavar às pequenas toalhas de água que por ai surgiam. Dum modo geral, as lavadeiras faziam-lhe surriada e então ele vingava-se fazendo desencadear-se sobre elas torrenciais chuvas de pedra. Quando no Castelo foram instaladas as prisões, o mouro de chapéu de aba larga desapareceu. No entanto, os presos diziam que todas as noites sentiam, pela meia-noite, um estremecimento em todo o Castelo e ouviam, até de madrugada, o mouro remexendo em papeis velhos.
Fonte: Junta de Freguesia de Silves